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EXPOSIÇÃO “METAMORFOSES” DE IRINA MARQUES CHEGA À CASA DA CULTURA
03 de Fevereiro de 2026

7 DE
FEVEREIRO A 14 DE MARÇO
A Casa da Cultura da Trofa acolhe, de 7 de fevereiro a 14 de março, a
exposição “Metamorfoses”, da artista Irina Marques. A inauguração terá lugar no
dia 7 de fevereiro, às 15h00.
“Metamorfoses” não é uma exposição estática, mas um organismo vivo em
constante construção. Num diálogo íntimo entre a pintura e a escrita, o projeto
traça um percurso sensível pelas emoções profundas e pelos processos de
transformação que moldam a experiência humana. Nesta exposição, a arte não se
assume como ponto de chegada, mas como travessia.
Irina Marques, nasceu em 1982 em Lisboa, e viveu desde cedo entre
Lisboa, Braga e Porto. É licenciada em História da Arte pela Universidade do
Porto e possui uma pós-graduação em Informação Turística e do Património. A sua
prática artística resulta de um vasto conjunto de influências, como estudos,
livros, viagens, música, natureza e contacto com outras culturas, e reflete um
olhar sensível e profundamente humano.
A sua obra cruza o abstracionismo, o expressionismo e o surrealismo,
manifestando-se na pintura, na escrita e na poesia como formas de
questionamento, transformação e expressão interior. Com interesse nas áreas de
psicologia, filosofia, sociologia e comportamento humano, a artista explora a
relação entre o mundo interior e exterior, levantando questões essenciais sobre
o sentir e a condição humana.
Após vivenciar o sismo de Marraquexe em 2023, a sua abordagem artística
intensificou-se em torno das metamorfoses da vida, dos ciclos e das
transformações. Influenciada por Kandinsky, Irina Marques utiliza a abstração
como linguagem para traduzir emoções, pensamentos e estados de consciência,
criando espaços de reflexão, introspeção e liberdade criativa.
Composta por cerca de 37 obras, a exposição habita o território onde o
figurativo e o expressionismo abstrato coexistem. A figura feminina surge não
como um retrato fixo, mas como uma manifestação da interioridade e da memória
que atravessa certas fases deste percurso.
Das referências subtis à gramática visual de Kandinsky às marcas
profundas de vivências como o sismo de Marraquexe, cada tela é um registo de
queda e reconstrução. A pintura assume-se como o meio de traduzir o invisível:
a memória, a instabilidade e a descoberta contínua.
“Metamorfoses” convida o público a uma viagem pela interioridade, onde o
público é convidado a percorrer as obras ao seu próprio ritmo, sem a pressão de
respostas fechadas. É um convite ao reconhecimento mútuo: aceitar a metamorfose
como a única constante vital da experiência humana.
Este corpo de trabalho
reflete a descoberta do ser ao longo dos anos, num processo contínuo de
transformação e revelação.
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